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Um dos maiores problemas relativos à manutenção de edifícios é a falta de conhecimento técnico sobre como fazê-la corretamente (NOUR, 2003). Existem poucas referências bibliográficas sobre o tema e as existentes não abordam as metodologias sobre prevenção e correção de patologias de forma objetiva (ARRAIS, 2018). Ocorre que cerca de 20% dos condomínios realizam manutenções em subsolos anualmente devido a vazamentos, gerando alto custo de manutenção corretiva para construtoras e condomínios (MARQUES, 2017).

Grande parte dessas ocorrências está associada a falhas no sistema de impermeabilização das contenções, ausência de drenagem adequada ou execução incorreta do tamponamento de tirantes provisórios, que frequentemente se tornam pontos de infiltração após a conclusão da obra.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (Impermeabilização – Seleção e Projeto) e a ABNT NBR 9574 (Execução de Impermeabilização), estruturas subterrâneas devem ser projetadas considerando a presença de umidade do solo, água percolada e pressão hidrostática, exigindo sistemas de impermeabilização capazes de resistir a essas condições durante toda a vida útil da edificação.

Em obras com contenções atirantadas, é comum a utilização de tirantes provisórios durante a fase de escavação. Após o término da obra, esses elementos devem ser corretamente desativados e tamponados, utilizando argamassas especiais, grautes ou sistemas de vedação compatíveis com o projeto geotécnico. Quando esse procedimento não é executado de forma adequada, os tirantes se tornam caminhos preferenciais para a percolação de água, provocando infiltrações nas paredes de contenção e nos subsolos das edificações.

Outro fator relevante está relacionado à ausência ou falha em sistemas de drenagem, como drenos horizontais profundos (DHP), mantas drenantes ou drenos tipo barbacã, que são responsáveis por reduzir a pressão hidrostática no maciço de solo atrás da contenção. Sem esse alívio de pressão, a água tende a buscar pontos de menor resistência, ocasionando infiltrações e até mesmo patologias estruturais.

Diante da alta demanda de assistência técnica em obras de contenções, faz-se necessário que a atenção se volte para onde podemos atuar preventivamente, buscando a melhoria das técnicas empregadas e da qualidade da contenção como um todo.

É preciso considerar que, atualmente, após a conclusão das fundações e o início da execução das lajes, raramente o consultor de solos ou projetista geotécnico é chamado para avaliar eventuais patologias. Dessa forma, a tomada de decisão acaba ficando a cargo da equipe de engenharia da construtora, que muitas vezes não possui especialização específica em geotecnia e mecânica dos solos. Sendo assim, frequentemente o tamponamento dos tirantes e o tratamento das contenções é realizado de forma inadequada ou até mesmo não é executado.

Do ponto de vista técnico, a manutenção preventiva e o correto tratamento das contenções podem evitar problemas como:

Além disso, a atuação preventiva reduz significativamente os custos ao longo da vida útil do edifício, uma vez que intervenções corretivas em subsolos prontos são muito mais complexas e onerosas.

Portanto, a adoção de boas práticas de engenharia, inspeções técnicas periódicas e o acompanhamento especializado em geotecnia são fundamentais para garantir a durabilidade e o desempenho das estruturas subterrâneas.

Em caso de vazamentos d’água em garagens ou subsolos, é fundamental realizar uma avaliação técnica para identificar a origem da infiltração e definir a solução adequada, que pode envolver tratamento de tirantes, injeção de resinas, sistemas de drenagem ou impermeabilização estrutural.

Em caso de vazamentos d’água na sua garagem, conte com a VIBES Engenharia.

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